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Posts marcados ‘Vacina pneumocócica’

Informações sobre as vacinas pneumocócicas

A primeira postagem que coloquei neste blog sobre a introdução das vacinas pneumocócica e meningocócica C no calendário básico de vacinação recomendado pelo Ministério da Saúde tem sido muito visitada e comentada.

Fico feliz com o interesse das pessoas e aproveito para agradecer pelos comentários e me desculpar pelo atraso em algumas respostas.
Muitas dúvidas não tinham como ser respondidas antes, por falta de informações disponíveis.

Recentemente, as secretarias de saúde têm liberado materiais técnicos para profissionais de saúde envolvidos com a administração das vacinas.
Em breve, espero poder divulgá-los também por aqui.
Aguardo autorização que solicitei…

Mas, em buscas que andei fazendo pela internet, achei um editorial bastante interessante realizado pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), com comentários de 2 infectologistas e muito esclarecedora. Este editorial, de 14 de janeiro de 2010, debate principalmente a diferença entre as vacinas pneumocócicas: 7, 10 e 13 valentes.

Gostaria de recomendar a leitura, pois ela responde a algumas das dúvidas levantadas por leitores deste blog.
Para acessá-la, clique aqui.

Finalmente chegam nos postos do RJ as vacinas pneumocócica e meningocócica C!

Desde que começou outubro (2010), estão disponíveis nos postos de saúde do Rio de Janeiro as vacinas contra pneumococo (10 valente) e contra meningococo tipo C.

Crianças menores de dois anos poderão receber as vacinas contra meningite C e pneumonia gratuitamente em postos de saúde dos 92 municípios fluminenses. As vacinas foram incluídas no calendário básico de vacinação pelo Ministério da Saúde.

A vacina Pneumocócica 10-valente é feita em quatro etapas: no 3º, no 5º e no 7º mês de vida do bebê, mais um reforço no 12º mês da criança. Já a vacina conjugada contra meningococo C terá três doses: no 3º e no 5º mês de vida e a terceira no 15º mês de vida.

Com as vacinas, além de se prevenirem das duas doenças, as crianças estarão imunizadas contra mais de dez tipos de problemas, entre eles septicemia, artrite, sinusite e otite média aguda.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, as vacinas não causam reações adversas graves. Além disso, o órgão ressaltou que não se trata de uma campanha, mas sim vacinação de rotina para todas as crianças – como já acontece com outros imunizantes.

Por isso, não é preciso nenhuma corrida aos postos de saúde: os novos imunizantes estarão disponíveis durante todo o ano e não apenas em épocas de surgimento de surtos, como as vezes acontece.

NOTÍCIA PESQUISADA NO SITE TERRA: Se quiser ler a notícia original, clique aqui.

Vacina Pneumocócica 10 valente: tentando trazer respostas

Caros leitores,

A postagem sobre Vacina Pneumocócica 10 Valente (06/10/2009) gerou muitos questionamentos, que vem ao encontro do objetivo maior deste blog que é a troca de informações e a construção colaborativa de conhecimento.  Aproveito para agradecer imensamente a participação de todos!

Venho aqui, trazer algumas respostas às perguntas feitas, embora alguns hiatos ainda dependam de maiores esclarecimentos a serem disponibilizados pelo Ministério da Saúde. Segue o texto que elaborei após consulta a diferentes fontes.

PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES PNEUMOCÓCICAS NO MUNDO E NO BRASIL

1. INTRODUÇÃO

O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é um agente infeccioso muito comum no mundo todo, responsável por elevada morbimortalidade, principalmente nos países em desenvolvimento.

Uma variedade de doenças é causada por este agente. As mais preocupantes são as chamadas doenças pneumocócicas invasivas (DPI), definidas como aquelas em que o pneumococo é identificado em sítios habitualmente estéreis. Entre elas estão: bacteremia, meningite, sepse, pneumonia bacterêmica/empiema, peritonite e artrite/osteomielite. Uma série de doenças não invasivas também são causadas por esta bactéria, como: otite média aguda (OMA), sinusite, conjuntivite e pneumonia.

Algumas pessoas são mais suscetíveis a infecções pneumocócicas invasivas:

  • Crianças menores de 5 anos;
  • Idosos (>65 anos);
  • Pessoas que apresentam comprometimento da resposta imune por doença congênita ou adquirida (incluindo portadores do HIV sintomáticos e assintomáticos) ou que estão em uso de tratamentos imunossupressores;
  • Portadores de asplenia anatômica ou funcional (inclui anemias hemolíticas, como anemia falciforme e espeferocitose);
  • Portadores de doenças crônicas (nefropatias, doenças cardiorrespiratórias, diabetes, alcoolismo, cirrose, asma, doenças de depósito e trissomias);
  • Indivíduos com fratura de crânio, fístula liquórica e submetidos a cirurgia de crânio, incluindo colocação de implante coclear;
  • Alguns grupos étnicos (índios Navajos, Apaches, nativos do Alasca e Austrália, raça negra);
  • Pessoas que vivem em ambientes aglomerados (creches, escolas) ou que têm contato com crianças;
  • Pessoas expostas à fumaça de cigarro;
  • Após infecções virais, paticularmente pós-influenza e infecção pelo vírus sincicial respiratório.

O pneumococo coloniza normalmente a nasofaringe de pessoas saudáveis e sua transmissão se dá de pessoa-a-pessoa, facilitada principalmente por contato íntimo, infecção respiratória viral e clima frio.

As infecções pneumocócicas habitualmente respondiam bem ao tratamento com penicilinas. Nos últimos anos, com frequências diferentes entre os diversos países do mundo, a taxa de cepas resistentes a este e outros antibióticos tem aumentado, se tornando uma preocupação mundial.

Estes fatos tornam a prevenção por vacinas uma medida muito importante no combate a este grande problema de saúde pública. Com a imunização, objetiva-se a redução das DPI e da colonização da nasofaringe por este agente.

2. PRINCIPAIS VACINAS PNEUMOCÓCICAS ATUALMENTE USADAS

2.1   – Vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente: Esta vacina inclui antígenos de 23 sorotipos do pneumococo e evita cerca de 90% das DPI mundialmente. Entretanto, não é administrada em crianças menores de 2 anos devido à sua limitada imunogenicidade nesta faixa etária. As vacinas imunogênicas para menores de 2 anos são as vacinas pneumocócicas conjugadas.

2.2   –  Vacina Pneumocócica Conjugada 7 Valente (Prevenar®): É produzida pelo laboratório Wyeth® e contém os sorotipos 4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F e 23F conjugados com uma mutante da toxina diftérica, a proteína CRM197.

Dos mais de 90 sorotipos de Streptococcus pneumoniae os 7 incluídos na vacina pneumocócica conjugada hepta-valente (VPC 7) eram os responsáveis por aproximadamente 85% das DPI em crianças dos EUA antes de sua inclusão no calendário básico de vacinação daquele país, em 2000.

 É uma vacina indicada para crianças entre 2 e 60 meses, por via intramuscular, sendo administrada simultaneamente com outras vacinas do calendário. O número de doses varia com a idade do início do esquema:

ü  Primeira dose de 2 a 6 meses: série primária de 3 doses e 1 dose adicional entre 12 e 15 meses.

ü  Primeira dose de 7 a 11 meses: série primária de 2 doses e 1 dose adicional, entre 12 e 15 meses.

ü  Primeira dose de 12 a 23 meses: 2 doses.

ü  Primeira dose de 2 a 5 anos, em crianças saudáveis de creches: 1 dose.

ü  Primeira dose de 2 a 5 anos, em crianças de risco: 2 doses.

No primeiro ano de vida o intervalo mínimo entre as doses é de 4 semanas. Após os 12 meses e entre as doses adicionais, o intervalo mínimo entre as doses é de 2 meses.

2.3   – Vacina Pneumocócica Conjugada 13–valente (VPC 13): Depois da administração de rotina da VPC 7 nos EUA, a DPI em crianças menores de 5 anos diminuiu cerca de 76%, no entanto, infecções por outros sorotipos não cobertos pela VPC 7, têm ocorrido, particularmente pelo sorotipo 19A. Em fevereiro de 2010, esta nova vacina, 13 valente, foi licenciada nos Estados Unidos. A VPC 13 contém, além dos 7 sorotipos da VPC 7 (4, 6B, 9C, 14, 18C, 19F e 23F), seis outros antígenos, inclusive o 19A. Os seis são: 1, 3, 5, 6A, 7F e 19A. Esta vacina, então, está substituindo a VPC 7 no calendário básico daquele país.

2.4   – Vacina Pneumocócica Conjugada 10-valente (Synflorix®): Esta vacina, não disponível nos EUA, foi licenciada em mais de 40 países, incluindo a Europa, para prevenção da DPI e de otite média aguda (OMA). Além dos sorotipos da VPC7 ela inclui antígenos dos sorotipos 1, 5 e 7F.

A proteína D, de Haemophilus influenzae não tipável, é a proteína carreadora de 8 sorotipos desta vacina, enquanto a toxina tetânica e diftérica são carreadoras dos outros 2 sorotipos. Assim, estima-se que esta vacina também possa ter impacto na prevenção de OMA por Haemophilus não tipáveis.

Com esquema de administração semelhante ao da VCP7, esta vacina pode ser administrada concomitantemente com outras rotineiramente usadas e mostrou-se imunogênica, segura e bem tolerada pelas crianças.

3. VACINAÇÃO PNEUMOCÓCICA NO BRASIL

A vacina pneumocócica 23 valente tem sido administrada em idosos, em campanhas. Além deste grupo, a vacina 23 valente, para maiores de 2 anos, e a vacina pneumocócica conjugada 7 valente, para crianças menores de 2 anos, estão disponíveis nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) quando há indicações específicas, tais quais:

- HIV/aids;

- Asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas;

- Pneumopatias crônicas, exceto asma;

- Asma grave em usos de corticóide em dose imunossupressora;

- Cardiopatias crônicas;

- Nefropatias crônicas / hemodiálise / síndrome nefrótica;

- Transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea;

- Imunodeficiência devido a câncer ou imunossupressão terapêutica;

- Diabetes mellitus;

- Fístula liquórica;

- Fibrose cística (mucoviscidose);

- Doenças neurológicas crônicas incapacitantes;

- Implante de cóclea;

- Trissomias;

- Imunodeficiências congênitas;

- Hepatopatias crônicas;

- Doenças de depósito.

- Crianças menores de 1 ano de idade nascidas com menos de 35 semanas de gestação e submetidas a assistência respiratória (CPAP ou ventilação mecânica).

Obs. Nos casos de esplenectomia eletiva, a vacina deve ser aplicada pelo menos 2 semanas antes da cirurgia. Em casos de quimioterapia, a vacina deve ser aplicada preferencialmente 15 dias antes do início da quimioterapia (QT).

Para maiores detalhes, como composição destas vacinas e esquema vacinal clique aqui.

A grande novidade para 2010 é a introdução da vacina pneumocócica 10 valente no calendário básico de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Desenvolvida pelo laboratório Glaxo SmithKline® (GSK), ela vem sendo produzida no Brasil no Biomanguinhos, Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da FIOCRUZ. A parceria entre a Fiocruz e a GSK foi anunciada pelo Ministério da Saúde em agosto de 2009.

Nos primeiros 12 meses após a implementação, a nova vacina será aplicada em crianças menores de dois anos de idade. A partir de 2011, elas farão parte do calendário básico de vacinação da criança específico para os menores de um ano.

A expectativa é que, a cada ano, pelo menos 1500 mortes de crianças menores de 5 anos sejam evitadas no Brasil após a introdução desta vacina no calendário básico de imunizações. Esta ação faz parte das medidas para se atingir as metas da Organização das Nações Unidas (ONU) para 2012, visando a redução da mortalidade infantil.

AGRADECIMENTOS: Agradeço aos amigos e parceiros de luta: Dr Márcio Nehab, infectologista pediátrico, preceptor da residência médica do Instituto Fernandes Figueira (IFF), e Lúcia Martins de Magalhães Pierantoni, enfermeira pediátrica do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE)/UERJ, pelo fornecimento de referências bibliográficas que foram fundamentais para a elaboração deste texto.

Links úteis sobre este tema:

SUS oferece duas novas vacinas para seis milhões de crianças

Duas novas vacinas serão incluídas no calendário básico de vacinação disponível na rede pública de saúde: a pneumocócica 10-valente e a anti-meningococo C. A primeira será oferecida a partir de março em todo o território nacional e protege contra a bactéria pneumococo, causadora de meningites e pneumonias pneumocócicas, sinusite, inflamação no ouvido e bacteremia (presença de bactérias no sangue), entre outras doenças. A segunda será aplicada a partir de agosto e imuniza contra a doença meningocócica.Nos primeiros 12 meses após a implementação, as novas vacinas serão aplicadas em crianças menores de dois anos de idade. A partir de 2011, elas farão parte do calendário básico de vacinação da criança específico para os menores de um ano.

Depois de cinco anos do início dos novos programas de vacinação, em 2015, a previsão é que sejam evitadas cerca de 45 mil internações por pneumonia por ano em todo o Brasil. Com isso, a média dessas internações por ano cairá de 54.427 para 9.185, uma redução de 83%. “As inclusões das vacinas são um grande avanço para a saúde pública brasileira. Os imunizantes vão proteger a população contra doenças de grande e vão contribuir para a redução da mortalidade infantil e para a melhoria da qualidade de vida do brasileiro”, afirma o diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério, Eduardo Hage.

Para ler a notícia completa clique aqui.

FONTE: PORTALMS.COM.BR, 1/2/2010

Vacina pneumocócica 10 valente: novidade pelo Ministério da Saúde para 2010

O Brasil estará incorporando a nova vacina pneumo conjugada 10 valente da GSK, que será disponibilizada em 2010. vacina1
 
Esquemas de Vacinação para o Brasil – 2010.  São propostos três esquemas:


1- Crianças menores de 6 meses : Três doses com intervalo de 2 meses e 1 reforço 6 meses após a primeira dose.

2- Crianças entre 7 e 11 meses: duas doses com intervalo de 2 meses e um reforço após 6 meses da primeira dose.

Quando começa aos 11 meses, GSK sugere 13 meses e reforço. OPAS considera que toda dose acima de 12 meses é reforço. PNI decidiu que começando aos 11 meses bastaria 1 dose a mais (aos 13 meses).

3- Crianças de 12 a 23 meses: dose única a partir de 12 meses.

Esta indicação é Indicação fora da bula da GSK. O recomendado seria duas doses para crianças com mais de um ano ainda não vacinadas. (imunogenicidade com apenas uma dose após 1 ano de idade, exceto para o sorotipo 6B). Com bases nestes dados o PNI dá suporte a uma dose única após o primeiro ano de vida. ACIP fez isto nos EUA quando aconselhou dose única de Prevenar 7 valente após os 2 anos de idade (não estava previsto em estudos).

A vacina pneumocócica conjugada 10 valente deverá estar disponível da rede SUS em todo o Brasil em abril de 2010.

 

Clique aqui para acessar a fonte destas informações.

 

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